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A formação neurofisiológica do bebê até os três anos

 

Quando o bebê nasce, ele está em um estado de imaturidade neurofisiológica. Mesmo assim os números são impressionantes: ao nascer, o cérebro de um bebê tem cerca de 100 bilhões de neurônios (células nervosas). O tronco cerebral, região que controla as funções vitais, como os batimentos cardíacos, já funciona perfeitamente. Além da pulsação e da respiração, o bebê consegue sugar, se assusta e reage aos sons e à luz. 

A partir do segundo mês de vida pós-natal, cada vez mais o cérebro vai ativando áreas responsáveis pela percepção sensorial do mundo. Ou seja, a criança começa a reagir de maneira mais instintiva aos estímulos visuais, por exemplo, acompanhando objetos coloridos. 

À medida que a criança se desenvolve, são criadas mais conexões (sinapses) entre os neurônios, as pontes pelas quais o aprendizado vai se fazendo e ficando armazenado na memória. O bebê, por exemplo, passa a relacionar seu corpo com aquilo que vê. 

Começa a criar “alças” sensório-motoras a partir do terceiro mês de vida, quando olha a mãozinha e a leva à boca ou tem uma atitude que não é mais somente de reflexo ao segurar o chocalho. Depois disso, a criança desenvolve maior controle motor do corpo, sustentando a cabeça e conseguindo se sentar por volta do sexto mês. 

No primeiro ano, o aumento das sinapses cerebrais também leva ao desenvolvimento da linguagem. Tanto que, aos 12 meses, os centros responsáveis pela fala costumam estar prontos. Esse aumento de atividade cerebral provoca ainda uma elevação do próprio metabolismo. 

Por volta dos dois anos, o cérebro de uma criança tem o dobro de sinapses – e consome duas vezes mais energia – que o de um adulto. Não é para menos. 

Por volta do terceiro aniversário, a criança deu um salto fantástico na compreensão do mundo.

 

(Ativa Terapias com informações Serene)