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Como a musculatura abdominal auxilia na prevenção de dores na coluna e contribui para o bom funcionamento dos órgãos?

A redução ou perda do tono muscular – hipotonia – leva o corpo ao caos: modificações posturais, congestão visceral e provoca a ptose (queda) dos órgãos pela diminuição da pressão abdominal

 

Os músculos abdominais (reto anterior do abdome, oblíquo interno, oblíquo externo e transverso do abdome) formam um complexo funcional.

As principais funções desses músculos são:

- manutenção do tônus abdominal

- estabilização e proteção da coluna vertebral

- movimento do tronco e da pelve

- auxílio na respiração.

 

A contração dos músculos abdominais forma uma “prensa”, que diminui o volume da cavidade abdominal e, portanto, aumenta a pressão intra-abdominal, pressionando ativamente as vísceras.

Esta pressão ocorre para, por exemplo, expelir as fezes, urinar, durante a fase de expulsão do parto, auxiliando as contrações uterinas, e até em situações em que o alimento não foi bem aceito para expeli-lo através do vômito. 

A pressão intra-abdominal é maior que a pressão intratorácica. Este equilíbrio depende do tônus muscular dos músculos abdominais, e auxilia no efeito turgor onde a pressão abdominal positiva faz com que cada órgão ocupe o seu “devido lugar” e fiquem justos entre si e as paredes abdominais.

As modificações posturais responsáveis pela hipotonia dos músculos abdominais, associada à congestão visceral, provoca a ptose (queda) dos órgãos pela diminuição da pressão abdominal. Isso contribui também para que o diafragma com tônus maior fique numa posição mais baixa, alterando a mecânica respiratória, da mesma forma que o períneo ocupando uma posição mais baixa, perde a capacidade de sustentação dos órgãos pélvicos.

O efeito da prensa abdominal estabiliza o tronco, reduz a tensão sobre a coluna lombar e enrijece a parede abdominal como a parede de uma bola insuflada.

Este mecanismo ocorre automaticamente durante o levantamento de cargas pesadas. Como uma “cavidade insuflável”, o tronco consegue diminuir a sobrecarga dos discos intervertebrais em até 50% na região superior da coluna lombar, e aproximadamente 30% na região inferior da coluna lombar. Ao mesmo tempo, a força exigida pelos músculos paravertebrais (músculos das costas) é reduzida em mais de 50%.

Isto explica a importância da musculatura abdominal exercitada adequadamente, forte e resistente, na prevenção e na terapia de doenças da coluna vertebral.

Um desequilíbrio entre os músculos paravertebrais e os músculos abdominais pode ser evidenciado na região inferior da coluna.

Numa postura ativa rígida (“barriga para dentro, peito para fora”), a pelve fica numa linha horizontal.

Numa postura com abdominais fracos, a postura fica mais passiva, com uma inclinação exagerada da pelve para a frente, aumentando a curvatura normal da lordose lombar, causando a hiperlordose, e encurtamento progressivo dos músculos da coluna

Por isso, nada melhor que prevenir e manter a musculatura abdominal ativa e resistente.

Capriche nas suas atividades físicas, esteja presente durante elas observando o funcionamento dos seus músculos! Isso lhe auxiliará a melhorar a percepção corporal e ativar os abdominais em situações que podem oferecer mais risco para a coluna.

Você previne problemas de coluna e seu bolso agradece!

 

 

Fisioterapeuta Elisangela Artifon
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